26 jan.

Tempestade de neve “sopra” o backup para o topo da agenda de TI

Depois de um grande evento meteorológico como a tempestade de neve que paralisou a maior parte da costa leste dos EUA, a maioria das empresas tendem a agradecer pela sorte que tiveram. Uma porcentagem muito pequena saiu de operação, se compararmos com eventos catastróficos como inundações, por exemplo. Dois dias depois da forte nevasca muitas empresas e serviços do governo ainda estão sendo fechados.

Enquanto as coisas começam a voltar ao normal, os departamentos de TI estão começando a conversar com os executivos sobre o que poderia ter acontecido, enquanto a experiência ainda está fresca na memória de todos. O fato é que a maioria dos negócios ainda utilizam soluções ultrapassadas de backup e recuperação. Uma pesquisa recente conduzida pela Park Associates (especializada em pesquisas de mercado), sugere que pouco mais de 25% das pequenas e médias empresas (PME) estão fazendo uso da nuvem para backup e recuperação. E estes números se referem aos Estados Unidos, estima-se que no Brasil este número seja muitas vezes menor.

Empresas dobram seus investimentos em armazenamento em nuvem (cloud storage)

A boa notícia vem de outra pesquisa conduzida pela 451 Research, que mostra que os executivos de TI esperam dobrar seus investimentos em armazenamento em nuvem (cloud storage) nos próximos dois anos. A prioridade estratégica mais importante que eles têm é melhorar seus processos de backup e recuperação.

O desafio dos departamentos de TI é garantir que os executivos realmente entendam exatamente o que representa ter seu backup e a recuperação na nuvem. Enquanto é sempre uma boa ideia copiar os dados que impulsionam o seu negócio na nuvem (sempre atentos a segurança, claro), muitas empresas não entendem as nuanças associadas e recuperação destes dados.

Na verdade, pode levar vários dias para transferir os dados através de uma rede WAN (Wide Area Network). Por isso, as organizações com TIs mais experientes não estão armazenando apenas seus dados na nuvem, mas também estão hospedando cópias das suas aplicações nela. Dessa forma, caso um desastre aconteça, elas podem executar suas aplicações na nuvem em questão de minutos. De outra forma teriam que esperar dias para ter instâncias locais das suas aplicações rodando novamente.

Armazenamento local e na nuvem são melhores juntos

É sempre uma boa ideia manter uma cópia dos dados mais relevantes armazenados localmente e na nuvem. Supondo que a cópia local sobreviva a alguma catástrofe que ocorra, será muito mais fácil e rápido restabelecer as aplicações que precisam rodar localmente. É claro que muitas organizações podem, eventualmente, decidir levar estes sistemas para a nuvem. Mesmo assim terão que garantir conseguirão garantir acesso remoto às aplicações e caso de desastre.

É hora de seguir o exemplo e pensar em recuperação de desastres

Grandes tempestades ou furacões são momentos para concentrar a atenção em recuperação de desastres e continuidade de negócios. Parar as operações, mesmo que por poucos dias, pode ser um grande abalo nas finanças para a maioria das pequenas e médias empresas. Certamente, na costa leste dos EUA, muitas delas estão com suas TIs focadas em melhorar seus serviços backups e seus serviços na nuvem. No Brasil cabe às empresas tomar para si a experiência deles e melhorar estes serviços antes que sofram com algum desastre. Podemos não ter grandes nevascas ou furacões, mas certamente estamos sujeitos a inundações, incêndios e outros problemas.

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