:: Vírus de rápida
disseminação abre o PC a crackers
Fonte: Site Info Guerra
17/2/2004 - 20:27 Giordani Rodrigues
As principais empresas antivírus do mercado estão
alertando para o surgimento, hoje, dia 17, de um novo vírus,
batizado de Bagle.B ou Tanx.A. Trata-se de um código
maléfico que está se espalhando rapidamente
por e-mail e chega na forma de um arquivo anexo. Uma vez instalado
no sistema, o arquivo abre uma porta que se oculta na máquina
(backdoor), através da qual um cracker poderia executar
remotamente comandos de sua escolha.
A empresa britânica MessageLabs afirma
que interceptou 10 mil cópias do vírus em apenas
uma hora e que a primeira mensagem infectada veio da Polônia.
No Brasil também já foram detectadas cópias
do Bagle.B. A mensagem que o carrega sempre traz na linha
de assunto o texto "ID (caracteres aleatórios)...
thanks" e um arquivo anexo com extensão .EXE e
nome aleatório. No corpo da mensagem, outra referência
a ID, mais caracteres aleatórios e novamente um agradecimento
(Thank).
Para se espalhar, o Bagle.B, que tecnicamente é um worm, recolhe endereços de e-mail de arquivos
com extensões WAB, TXT, HTM e HTML e insere tais endereços
nos campos do remetente e do destinatário das mensagens
contaminadas. Por isso, não se pode dizer que uma máquina
foi realmente infectada apenas porque o endereço de
e-mail de seu proprietário estava no campo "from:" de uma dessas mensagens.
Outro truque para enganar os usuários,
caso estes salvem o anexo antes de executá-lo, é
associá-lo ao ícone de um arquivo de áudio.
Caso o arquivo seja executado, o worm tenta
carregar o gravador de som do Windows, rodando o aplicativo "sndrec32.exe". Uma vez instalado, o Bagle.B cria
uma cópia de si mesmo em um arquivo com o nome "au.exe"
no diretório System do Windows e acrescenta
uma nova entrada no registro do sistema para garantir sua
execução toda vez que o computador for reiniciado.
O Bagle.B está programado para deixar de se disseminar
no dia 25 de fevereiro de 2004.
A backdoor aberta pelo worm fica aguardando
conexões remotas na porta TCP 8866, que poderia ser
usada para instalar outros programas maléficos ou atualizar
o código da praga com novas funcionalidades. Esta porta
também é usada para se conectar a três
sites na Alemanha (www.47df.de, www.strato.de e intern.games-ring.de)
e enviar informações sobre o sistema infectado.
Do ponto de vista técnico, o Bagle.B
é um programa simples, mas sua rápida disseminação
? como também aconteceu com a primeira versão
do worm ? está sendo atribuída a dois fatores:
a aparência inocente da mensagem que o carrega, com
um anexo cujo ícone imita um arquivo de áudio,
e o fato de ter sido inicialmente enviado a uma grande quantidade
de pessoas, na forma de spam.
"No momento, é difícil estimar
quanto estrago este worm irá causar", opina Mikael
Albrecht, diretor de produtos da empresa antivírus
F-Secure. "A backdoor que ele contém pode ser
muito perigosa, pois permite que o autor do vírus injete
código malicioso no sistema, em um momento posterior.
Este tipo de técnica pode ser usado, por exemplo, para
plantar nos computadores infectados agentes que servirão
para o envio de spam". O alerta do executivo vem reforçar
a idéia de que spammers e criadores de vírus
definitivamente juntaram forças, hipótese que
vem sendo levantada desde o surgimento de alguns dos mais
bem-sucedidos códigos maléficos da História,
como o Sobig-F e o MyDoom.A.
Para quem desconfia que teve seu sistema contaminado
pelo worm, já foram desenvolvidos programas para remoção
da praga, como a ferramenta especial lançada pela F-Secure
ou o PQRemove, da Panda Software. O serviço antivírus
gratuito de InfoGuerra também já está
atualizado para detectar sistemas infectados pelo Bagle.B. |