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Web corporativa tem uso improdutivo
Risk Repord | Publicada em 17/09/2007
Gerentes de Tecnologia da Informação e usuários de redes não têm a mesma percepção sobre políticas de acesso corporativas na América Latina. Essa é uma das principais conclusões da quarta edição da pesquisa Web @ Work, realizada pela Websense, a partir de entrevistas com executivos e funcionários de empresas do Brasil, Chile, Colômbia e México.
De acordo com o estudo, empregados gastam, em média, 5,9 horas por semana com acessos na web para atividades não relacionadas ao trabalho. Entretanto, segundo os gestores de TI das corporações consultadas, esse número é menor do que haviam projetado: 7,6 horas. “Essa disparidade pode ser um reflexo da falta de alinhamento da política corporativa entre o alto comando e os usuários“, diz Fernando Fontão, engenheiro de sistemas sênio da Websense para a América Latina.
Quando questionados sobre os principais motivos para acessar a internet para fins pessoais, 76% dos entrevistados reconheceram utilizar a rede para realizar operações bancárias online, 40% assinalaram que usam a web para visitar sites de notícias e mídias e 32% afirmaram que checam seus e-mails pessoais no trabalho. Outro dado interessante é que o acesso a blogs foi citado por 14% das pessoas questionadas - a taxa registrada em 2006 foi de 4%.
“É necessário ressaltar que essas taxas medem o que distrai o usuário e não o impacto na informática que esses acessos trazem à corporação. Se pensarmos em utilização de banda, por exemplo, um e-mail contendo um vídeo tem infinitamente mais potencial para gerar um incidente de disponibilidade que a consulta a um site de notícias“, explica Fontão.
Segundo a Websense, é preciso destacar que as informações têm como objetivo conscientizar as empresas sobre ações de seus usuários e suas políticas de segurança. “Não queremos, com isso, simplesmente impulsionar uma proibição de acessos, capaz de gerar uma paralisação nos ambientes de negócios. Nossa preocupação é deixá-los mais seguros, por isso é importante conseguir mensurar a diferença da linguagem entre especialistas de TI e seus usuários“, conclui.
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